Quais foram os principais destaques do Comércio Exterior brasileiro em 2025?

Quais foram os principais destaques do Comércio Exterior brasileiro em 2025?

O ano de 2025 foi marcado por importantes avanços e transformações no Comércio
Exterior brasileiro, refletindo tanto na modernização dos processos quanto na expansão
da infraestrutura logística e das oportunidades comerciais.
Um dos destaques mais relevantes foi a continuidade da implementação do Novo
Processo de Importação (NPI), que trouxe maior digitalização e integração ao sistema. A
Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal do Brasil (RFB) avançaram
na segunda etapa do cronograma de adesão dos órgãos anuentes ao Portal Único de
Comércio Exterior, consolidando a obrigatoriedade de importações por meio da DUIMP
(Declaração Única de Importação) para diversos regimes especiais. Desde o dia 1º de
abril, importações realizadas via modal marítimo e sujeitas à anuência nos regimes de
RECOF, Repetro e Admissão Temporária devem ser processadas obrigatoriamente pelo
novo sistema, garantindo maior segurança, rastreabilidade e transparência.
Paralelamente, importações aéreas e marítimas sob anuência de órgãos como ANP,
MCTI, ANM, ECT e Ministério da Defesa puderam ser processadas diretamente no Portal
Único, mantendo como opcional o uso do Siscomex LI/DI, representando um passo
significativo na modernização do comércio exterior brasileiro e permitindo que
empresas e órgãos reguladores se adaptem a processos digitais de forma gradual e
segura.

Além das atualizações processuais, 2025 também foi um ano de investimentos em
portos e aeroportos estratégicos, essenciais para a competitividade brasileira. Os portos
da região sudeste, composta por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito
Santo, movimentaram 575,5 milhões de toneladas entre janeiro e outubro,
demonstrando a importância da região no escoamento da produção nacional. O
Ministério de Portos e Aeroportos anunciou investimentos de R$948 milhões para
expansão do Terminal de Contêineres do Porto do Rio de Janeiro, além da homologação
da concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, um passo decisivo para
modernização e ampliação da capacidade de receber embarcações maiores. No Sul do
país, os portos públicos registraram crescimento expressivo de 14,02% na movimentação
de cargas no terceiro trimestre, com destaque para Paranaguá e Rio Grande, que
desempenharam papel central no transporte de granéis sólidos e líquidos, reforçando a
relevância da infraestrutura portuária regional.
O setor aeroportuário também avançou consideravelmente, o leilão do Programa
AmpliAR garantiu aportes de R$ 82,2 milhões para a modernização dos aeroportos de
Serra Talhada, Garanhuns e Araripina, trazendo padrões internacionais de gestão e
estimulando o potencial econômico e turístico da região. Paralelamente, o BNDES
aprovou R$4,64 bilhões para a expansão e manutenção de 11 aeroportos administrados
pela Aena, incluindo Congonhas, Campo Grande e Montes Claros, totalizando R$ 5,7
bilhões em investimentos. Esses aportes incluem melhorias em infraestrutura,
tecnologia e protocolos de segurança, alinhando a aviação regional ao padrão de
excelência do principal hub da América do Sul, o Aeroporto de Guarulhos.
Ao analisarmos as relações comerciais, 2025 também foi um ano de ampliação de
mercados para o Brasil. O MERCOSUL assinou tratado com quatro países europeus fora

da União Europeia: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, fortalecendo a integração
com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta). Essa parceria multilateral cria um
mercado de 290 milhões de consumidores e representa um PIB combinado de US$4,39
trilhões, abrindo novas oportunidades para exportadores brasileiros. Além disso, o país
celebrou no último mês do ano a abertura de 500 novos mercados internacionais em
mais de 80 países entre 2023 e 2025, sob a liderança do MAPA e com apoio da
ApexBrasil, MRE e MDIC, ao todo, mais de US$3,4 bilhões em exportações brasileiras
provenientes dessas novas aberturas já foram concretizadas.
Combinando modernização processual, investimentos estratégicos em infraestrutura e
expansão de mercados, 2025 consolidou-se como um ano de transformação para o
Comércio Exterior brasileiro. A digitalização do processo de importação, a ampliação da
capacidade portuária e aeroportuária e o fortalecimento das relações comerciais
internacionais colocam o Brasil em uma posição competitiva ainda mais sólida para
2026, oferecendo mais segurança, eficiência e oportunidades para importadores,
exportadores e todos os atores do ecossistema logístico nacional.
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