Brasil e Coreia do Sul: novos acordos impulsionam o comércio exterior brasileiro na Ásia

Brasil e Coreia do Sul: novos acordos impulsionam o comércio exterior brasileiro na Ásia

A relação entre Brasil e Coreia do Sul vem se consolidando como uma das parcerias estratégicas mais relevantes do Brasil na Ásia. Ao longo das últimas décadas, os dois países construíram um relacionamento baseado em cooperação diplomática, intercâmbio tecnológico e crescimento do comércio bilateral. Esse movimento ganhou ainda mais força recentemente com novos acordos assinados entre os governos em 2026, que têm potencial para ampliar investimentos, estimular inovação e abrir novas oportunidades para o comércio exterior brasileiro.

 

O relacionamento político entre os dois países começou oficialmente em 1949, quando o Brasil reconheceu a República da Coreia, sendo o país sul-americano o oitavo do mundo e o segundo da América Latina a fazer esse reconhecimento. As relações diplomáticas foram formalizadas em 1959, e desde então os laços entre as duas nações vêm evoluindo gradualmente. Outro marco importante dessa relação é a imigração coreana no Brasil, que começou em 1963 com a chegada de 109 pioneiros vindos de Busan ao porto de Santos. Atualmente, estima-se que cerca de 50 mil coreanos e descendentes vivam no Brasil, principalmente na cidade de São Paulo, contribuindo para o intercâmbio cultural, econômico e empresarial entre os dois países.

 

Do ponto de vista comercial, a Coreia do Sul ocupa uma posição relevante entre os parceiros asiáticos do Brasil. Em 2025, o comércio bilateral movimentou valores próximos a US$11 bilhões. O Brasil exportou cerca de US$5,5 bilhões para o país asiático, enquanto importou aproximadamente US$5,3 bilhões em produtos coreanos. Com isso, a Coreia do Sul aparece atualmente na 13ª posição entre os principais destinos das exportações brasileiras e na 11ª colocação entre os países de origem das importações.

O que o Brasil importa e exporta para a Coreia do Sul?

A pauta exportadora brasileira para a Coreia do Sul é composta principalmente por commodities e produtos ligados ao agronegócio e à indústria de base. Entre os principais itens estão óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelo de soja, carne de aves, celulose e café. Já as importações provenientes da Coreia são marcadas por produtos de maior valor agregado e conteúdo tecnológico, como válvulas e tubos termiônicos, partes e acessórios para veículos automotivos, motores de pistão, produtos laminados de ferro ou aço, medicamentos e equipamentos de telecomunicações.

Quais foram os acordos firmados em 2026 entre Brasil e Coreia do Sul?

 

Esse cenário tende a se fortalecer ainda mais com os acordos firmados recentemente entre Brasil e Coreia do Sul. Durante missão oficial em Seul, foram assinadas parcerias estratégicas que podem movimentar até R$1,1 bilhão já no primeiro ano. Entre os principais avanços está a criação de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo voltadas à produção nacional de medicamentos estratégicos, como bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte. Esses medicamentos são utilizados no tratamento de doenças graves, incluindo diferentes tipos de câncer e doenças raras.

 

Os acordos envolvem transferência de tecnologia e cooperação entre instituições públicas brasileiras e empresas privadas, incluindo companhias sul-coreanas do setor biofarmacêutico. O objetivo é ampliar a produção nacional, reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria de saúde no Brasil. Além de gerar economia para o sistema público de saúde, as iniciativas também estimulam o desenvolvimento tecnológico, a geração de empregos e a criação de novas cadeias produtivas no país.

 

Outro ponto importante da cooperação bilateral é o Memorando de Entendimento na área da saúde, que estabelece bases para colaboração em inovação biomédica, saúde digital, desenvolvimento de terapias avançadas e fortalecimento dos sistemas de saúde. A Coreia do Sul é considerada uma referência global em tecnologia aplicada à saúde, com hospitais inteligentes e sistemas altamente integrados, o que abre espaço para troca de conhecimento e desenvolvimento conjunto de soluções.

 

Além da área da saúde, os dois países também avançaram em acordos que envolvem ciência, tecnologia, agricultura, empreendedorismo, minerais críticos e inovação digital. Ao todo, foram assinados dez novos acordos de cooperação. Também está em discussão um Plano de Ação para o período de 2026 a 2029, que pretende elevar o nível da parceria bilateral e ampliar a colaboração em setores considerados estratégicos, como semicondutores, inteligência artificial e economia digital.

 

Para o comércio exterior brasileiro, essa aproximação representa uma oportunidade importante de diversificação de mercados e fortalecimento das relações com uma das economias mais avançadas da Ásia. A Coreia do Sul possui um setor industrial altamente tecnológico e uma demanda crescente por alimentos, energia e matérias-primas, segmentos em que o Brasil possui forte competitividade.

 

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Fontes:

https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/02/brasil-e-coreia-do-sul-assinam-acordo-sobre-comercio-e-integracao-produtiva

https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/23/brasil-e-coreia-do-sul-acordos.ghtml

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