O agronegócio brasileiro ocupa hoje uma posição estratégica no comércio internacional e se consolida como um dos principais pilares da economia nacional. Com forte competitividade, elevada capacidade produtiva e presença crescente em diversos mercados, o Brasil avançou de forma consistente no ranking dos maiores exportadores agrícolas do mundo. De acordo com dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), o país ocupa a terceira posição global em exportações de produtos agropecuários, atrás apenas da Europa, considerada como bloco, e dos Estados Unidos. Em 2025, as exportações do setor somaram cerca de US$169 bilhões, respondendo por quase metade de todas as exportações do país, valor recorde que vem sendo superado ano após ano.
O crescimento é impulsionado por safras recordes, ganhos contínuos de produtividade por hectare, avanços tecnológicos e novas aberturas comerciais. A safra de grãos 2024/2025, por exemplo, ultrapassou 350 milhões de toneladas, enquanto a produção de carnes bovina, suína e de frango também atingiu volumes históricos, garantindo excedentes para exportação sem comprometer o abastecimento interno.
Além disso, estudos recentes indicam que o Brasil já se tornou o maior exportador mundial de commodities do agronegócio, superando os Estados Unidos nessa categoria específica, avanço favorecido por fatores como a forte demanda internacional, especialmente da Ásia, e mudanças no comércio global, como as tensões comerciais entre Estados Unidos e China.
Principais mercados compradores e tendências globais
A China segue como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, concentrando aproximadamente um terço do total exportado. Produtos como soja, carnes e celulose sustentam essa relação estratégica, que se fortaleceu nos últimos anos. A União Europeia aparece como o segundo maior comprador, seguida pelos Estados Unidos.
Em 2025, as exportações brasileiras para a China atingiram US$100 bilhões, marcando o segundo maior valor da série histórica e reforçando a importância do país asiático como principal parceiro comercial do Brasil, tanto no agronegócio como nas importações e exportações gerais. Essa relação ganhou força a partir de 2018, quando fatores como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a peste suína africana e, posteriormente, a pandemia ampliaram a demanda chinesa por grãos e proteínas produzidos no Brasil.
Ao mesmo tempo, chama atenção a expansão das exportações brasileiras para mercados emergentes e em desenvolvimento, como Paquistão, Bangladesh, Filipinas, Turquia, México e países do Oriente Médio, resultado direto da política de diversificação de destinos. Desde 2023, mais de 500 novos mercados foram abertos para produtos agropecuários brasileiros, reduzindo a dependência de poucos compradores e aumentando a resiliência do setor frente a choques externos.
Do ponto de vista das tendências globais, a demanda por alimentos segue em crescimento, impulsionada pelo aumento populacional, pela urbanização e pela mudança nos hábitos de consumo. Além das commodities tradicionais, há espaço crescente para produtos com maior valor agregado, rastreabilidade, padrões sanitários rigorosos e atributos ligados à sustentabilidade.
Apesar do cenário favorável, desafios como oscilações cambiais, barreiras comerciais, exigências ambientais e eventos climáticos extremos permanecem, exigindo assim planejamento estratégico, investimentos em logística e inovação.
Exportação descomplicada e eficiente é com a Porthos! Entre em contato com a nossa equipe e solicite a sua cotação,
Fontes:
https://agro.insper.edu.br/storage/papers/February2025/EUA%20x%20Brasil.pdf

