A cadeia logística global depende de uma série de operações conectadas: portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, armazéns e rotas marítimas precisam funcionar de forma coordenada para que uma carga chegue ao destino dentro do prazo e do custo planejados. Quando um evento climático extremo acontece, essa engrenagem pode ser interrompida rapidamente, gerando impactos que ultrapassam fronteiras.
Um exemplo recente é o Super Tufão Dolphin, que atingiu o leste da Ásia e provocou fortes chuvas, ventos e alagamentos na China. O fenômeno chegou à costa de Zhejiang com ventos de até 151 km/h e afetou regiões como Shanghai e províncias vizinhas. Em Shanghai, mais de 1.300 voos foram cancelados, enquanto autoridades suspenderam serviços de transporte e operações não essenciais em áreas afetadas.
Impactos nos modais de transporte
No transporte marítimo, tempestades e tufões podem impedir a entrada e saída de navios, suspender operações portuárias, alterar janelas de atracação e provocar mudanças de rota. Antes da chegada do Dolphin, por exemplo, o porto de Ningbo adotou medidas preventivas e cerca de 800 embarcações foram retiradas da área portuária.
No transporte aéreo, ventos fortes, chuvas intensas e baixa visibilidade podem levar ao cancelamento ou adiamento de voos. No caso do Dolphin, os aeroportos de Shanghai tiveram mais de 1.300 voos cancelados, afetando tanto passageiros quanto o transporte de cargas.
Já no transporte rodoviário e ferroviário, alagamentos, deslizamentos e danos à infraestrutura podem bloquear estradas e linhas, dificultando o deslocamento entre portos, centros de distribuição e destinos finais.
Atrasos e aumento de custos
Uma carga que não consegue sair do porto pode perder sua janela de embarque e precisar ser reprogramada. Isso pode gerar custos adicionais com armazenagem, demurrage, transporte emergencial, alteração de rota e necessidade de novos espaços em navios ou aviões.
Além disso, os efeitos não terminam quando o fenômeno climático passa, visto que o acúmulo de cargas, navios e veículos pode gerar congestionamentos e aumentar o tempo necessário para normalizar as operações.
Planejamento para reduzir riscos
Por isso, acompanhar as condições climáticas deve fazer parte do planejamento logístico. Empresas que trabalham com importação e exportação precisam monitorar previsões meteorológicas, condições dos portos, disponibilidade de navios e possíveis restrições de transporte.
Também é importante avaliar antecipadamente quais cargas, rotas e fornecedores estão mais expostos a eventos climáticos. Quanto maior a antecedência na tomada de decisão, maiores são as possibilidades de ajustar embarques, antecipar cargas ou buscar alternativas.
Diversificar rotas e fornecedores, trabalhar com diferentes modais e manter alternativas de portos de origem e destino são algumas estratégias que aumentam as chances da cadeia logística fluir bem.
Outro ponto fundamental é ter comunicação rápida entre importadores, exportadores, agentes de carga, transportadoras e operadores logísticos. Em situações de crise, decisões tomadas rapidamente podem evitar custos ainda maiores.
O caso do tufão Dolphin reforça uma realidade cada vez mais presente no comércio exterior: eventos climáticos em uma região podem gerar consequências logísticas em diversos países. Em uma cadeia globalmente conectada, antecipar riscos é parte essencial da estratégia logística. Entre em contato com a nossa equipe e planeje as suas operações logísticas com quem entende do assunto de verdade!

